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Leitura de moda para crianças

Título do Livro

Moda: uma história para crianças

Os modos de se vestir explicam o comportamento da humanidade. A professora de história da arte Katia Canton, vai da pré-história à corte de Luís XIV, passa pelos precursores da alta-costura no século XIX e chega até os estilistas modernos, entre eles, Chanel, Gaultier e o brasileiro Dener. A moda é vista como uma questão cultural e, além do universo feminino, contempla também o masculino: gravatas, uniformes de futebol etc. Detalhe importante: o livro foi impresso a partir de um original feito integralmente à mão, com ilustrações e colagens de Luciana Schiller, bordados e costura de Anete Miyazaki, e é acompanhado por uma charmosa bolsinha de tecido estampado.

Autor: Kátia Canton

Editora: Cosac Naify

Livro premiado por:

  • Câmara Brasileira do Livro [CBL]
    Prêmio: 47º Prêmio Jabuti
    Categoria: Melhor livro infantil [2º Lugar]
  • FNLIJ; Categoria: Altamente recomendável informativo

Título do Livro

Diferente como Chanel

Em Diferente como Chanel, as crianças podem conhecer a biografia desta estilista francesa transgressora e discreta, que inovou em uma época em que, para estar na moda, as mulheres precisavam de luxo, pompa e espartilhos. O pretinho básico, uma de suas principais invenções, não saiu das ruas e das passarelas desde que foi criado, em 1926. Escrito pela estreante norte-americana Elizabeth Matthews, o livro foi enriquecido pela tradução da também estilista Clô Orozco e traz a trajetória de Chanel, da infância pobre no orfanato ao emprego em uma alfaiataria e à abertura de sua primeira loja, financiada por um jovem aristocrata por ela apaixonado. Nas ilustrações, Matthews deu vida a uma personagem quase caricatural, de silhueta esbelta e com o inseparável colar de pérolas com a tesoura pendurada no pescoço. Ao final, o livro oferece cronologia, bibliografia básica, foto da estilista e desenhos do poeta Jean Cocteau e do caricaturista Sem. Um livro cheio de estilo, como Chanel.

Autora: Elisabeth Matthews

Tradutora: Clô Orozco

Editora: Cosac Naify

Título do Livro

Joaquina & sua máquina

Imagine um lugar onde bonecos de neve vestem cachecol laranja, árvores se protegem do frio com casaco de bolinha, pontes usam calça de pijama listrada, casas e ruas são cobertas por panos verde, vermelho, marrom… É nesse sonho poético que a ratinha Joaquina “sobre a máquina se inclina, tantos ornamentos imagina, tudo em tafetá e popelina”. A menor costureira da mais alta costura envolve o leitor em uma trama simples, introduzindo-o no universo da moda. No ritmo do tac-tac da máquina, o livro costura o vocabulário do poema às ilustrações: aprendemos nomes de tecidos, tipos de pontos de costura, peças que compõem a máquina. A ilustradora Isabelle Chatellard faz sua estreia nesta história inventando moda: o livro foi desenhado originalmente em papel kraft, o que confere um interessante efeito de textura às ilustrações. Delicado como a seda, Joaquina & sua máquina convida para uma colorida viagem em versos pela alta-costura.

Autor: Olivier Douzou

Editora: Cosac Naify

Que roupa você usa?

Conheço muita gente legal, inteligente e ecológica. Gente do bem, mesmo.

Mas quase ninguém pensa na roupa que se usa.

A gente tenta separar o lixo, levar até postos de coleta, economizar água, luz, papel, consumir menos e melhor, comer orgânicos… Mas a gente compra roupa de qualquer lugar. De qualquer material.

Roupa é indispensável. Pode ter o mínimo, mas a gente usa, a gente compra e a gente tem. E como roupa é um negócio caro (em especial para as crianças, que usam a mesma roupa por, no máximo, um ano), a gente acaba comprando o mais barato.

Mas a custo de quê?

40% do agrotóxico usado é usado em plantações de algodão.

40% é muita coisa!

E aquele algodão cheio de agrotóxico vai ser branqueado, tingido, costurado, engomado, estampado….. Tudo isso leva muita, muita química. Gasta muita água. Muita energia. Muitos recursos naturais.

Fora que a gente usa aquilo e fica inalando toda aquela química…. A gente pode até ter uma alergia, mas quando é que alguém ia suspeitar da roupa nova? Ah, e a coisa não sai em uma lavagem, hein? Fica lá por um tempão.

Hoje, no Brasil, as opções são escassas. Porque a roupa pode até ser de algodão orgânico, de fibra de PET pós consumo, de bambu….. Mas e o tingimento? E a estampa? E a mão de obra usada em todo o processo de fabricação?

Eu sei…. Dá trabalho pensar, pesquisar. Cansa e, muitas vezes, a gente fica sem resposta.

Mas a roupa, assim como a comida, faz parte do nosso dia a dia. Não dá pra comprar por comprar, sem pensar, sem ponderar.


Veja este Manual!!

manual

Este manual quer provar como é possível
promover pequenos gestos que conduzirão
a grandes mudanças se forem adotados por
todos nós. Um bom começo é praticar os
“três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As dicas e informações que você vai ler aqui
podem ser aplicadas no dia-a-dia agora mesmo,
em sua própria casa, no trabalho, circulando
pelas ruas e em sua vida pessoal.

A luta pela sustentabilidade será vencida em
diversas frentes – que vão da tecnologia à política.
Mas em todas elas será preciso promover a mudança
de hábitos pessoais. Este manual ensina como começar a modificar os seus. É preciso fazer algo. E devemos fazer ja!

ERICA SENA

Ufa, até que enfim!! Estava esperando a resposta científica à mídia catastrófica de 2012!!


A Nasa (agência espacial norte-americana) criticou a Sony em outubro por sugerir, em sua campanha publicitária para o filme “2012″, que o mundo acabaria em 2012.

No ano passado, o Cern (Centro Europeu de Pesquisas Nucleares), também assegurou que o mundo não acabaria tão cedo – portanto, acho que tudo isso é uma boa notícia para quem fica nervoso facilmente. Com que frequência vemos duas instituições científicas top de linha como essas nos garantindo que está tudo bem?

Por outro lado, é meio triste, se você estava ansioso por tirar umas férias das prestações do imóvel para financiar uma última festança.

As declarações do Cern tiveram a intenção de aliviar temores de que um buraco negro sairia de seu novo Grande Colisor de Hádrons (LHC) e engoliria a Terra.

O pronunciamento da Nasa, na forma de vários posts em sites e um vídeo postado no YouTube, foi uma resposta a temores de que o mundo fosse acabar no dia 21 de dezembro de 2012, quando um ciclo de 5.125 anos conhecido como Grande Contagem no calendário maia teoricamente chegaria a um fim.

Filme - O burburinho em torno do fim dos dias atingiu o auge com o lançamento do filme “2012″, dirigido por Roland Emmerich, que já trouxe desgraças fictícias para a Terra anteriormente, com alienígenas e geleiras, em “Independence Day” e “O Dia Depois de Amanhã”.

No filme, o alinhamento entre o Sol e o centro da galáxia, no dia 21 de dezembro de 2012, faz com que o astro fique ensandecido e lance na superfície da Terra inúmeras partículas subatômicas ambíguas conhecidas como neutrinos.

De alguma forma, os neutrinos se transformam em outras partículas e aquecem o centro da Terra. A crosta terrestre perde suas amarras e começa a se enfraquecer e deslizar por aí.

Los Angeles cai no oceano; Yellowstone explode, causando uma chuva de cinzas no continente. Ondas gigantes varrem o Himalaia, onde governos do planeta tinham construído em segredo uma frota de arcas, nas quais 400 mil pessoas selecionadas poderiam se abrigar das águas.

Porém, essa é apenas uma versão do apocalipse. Em outras variações, um planeta chamado Nibiru colide com o nosso ou o campo magnético da Terra enlouquece.

Existem centenas de livros dedicados a 2012, e milhões de sites, dependendo de que combinação de “2012″ e “fim do mundo” você digite no Google.

“Tolices” – Segundo astrônomos, tudo isso é besteira.

“Grande parte do que se alega que irá ocorrer em 2012 está baseada em desejos, grandes tolices pseudocientíficas, ignorância de astronomia e um alto nível de paranoia”, afirmou Ed Krupp, diretor do Griffith Observatory, em Los Angeles, e especialista em astronomia antiga, em um artigo publicado na edição de novembro da revista “Sky & Telescope”.

Pessoalmente, adoro histórias sobre o fim do mundo desde que comecei a consumir ficção científica, quando era uma criança sem afeto. Fazer o público se borrar nas calças é o grande lance, desde que Orson Welles transmitiu a “Guerra dos Mundos”, uma notícia falsa sobre uma invasão de marcianos em Nova Jersey, em 1938.

No entanto, essa tendência tem ido longe demais, disse David Morrison, astrônomo do Ames Research Center da NASA, em Moffett Field, Califórnia. Ele é autor do vídeo no YouTube refutando a catástrofe e um dos principais pontos de contato da agência sobre a questão das profecias maias prevendo o fim dos dias.

“Fico com raiva de ver como as pessoas estão sendo manipuladas e aterrorizadas para alguém ganhar dinheiro”, disse Morrison. “Não há direito ético que permita assustar crianças para ganhar dinheiro”.

Desesperados – Morrison afirmou receber cerca de 20 cartas e mensagens de e-mail por dia de pessoas até da Índia, assustadas até o último fio de cabelo. Em uma mensagem de e-mail, ele anexou exemplos que incluíam uma mulher perguntando se deveria se suicidar, matar sua filha e seu bebê ainda no útero. Outra mensagem veio de uma pessoa questionando se deveria sacrificar seu cachorro, a fim de evitar o sofrimento de 2012.

Tudo isso me fez lembrar os tipos de cartas que recebi no ano passado sobre o suposto buraco negro do Cern. Isso também era mais ficção científica do que fato científico, mas aparentemente não há nada melhor que a morte para nos aproximar de domínios abstratos como física e astronomia. Nessas situações, quando a Terra ou o Universo não estão nem aí para você e seus entes queridos, o cósmico realmente se torna algo pessoal.

Morrison disse não culpar o filme por todo o burburinho, não tanto quanto os vários outros divulgadores das previsões maias e a aparente incapacidade de algumas pessoas (e isso se reflete em vários aspectos da nossa vida nacional) de distinguir a realidade da ficção. Porém, ele disse, “meu doutorado foi em astronomia, não em psicologia”.

Em mensagens de e-mail, Krupp disse: “Sempre estamos incertos em relação ao futuro, e sempre consumimos representações dele. Somos seduzidos pelo romantismo do passado longínquo e pela escala exótica do cosmo. Quando tudo isso se junta, ficamos hipnotizados”.

O porta-voz da Nasa, Dwayne Brown, afirmou que a agência não faz comentários sobre filmes, deixando essa tarefa para os críticos de cinema. No entanto, quando se trata de ciência, disse Brown, “achamos que seria prudente oferecer um recurso”.

Aquecimento global – Se você quer ter algo para se preocupar, afirma a maioria dos cientistas, deve refletir sobre as mudanças climáticas globais, asteróides ou guerra nuclear. Porém, se a especulação sobre as antigas profecias mexem com você, aqui estão algumas coisas, segundo Morrison e outros, que você deve saber.

Para começar, os astrônomos concordam que não há nada especial em relação ao alinhamento do Sol e do centro galáctico. Isso ocorre todo mês de dezembro, sem nenhuma consequência física além do consumo exagerado de panetones. De qualquer forma, o Sol e o centro galáctico não vão exatamente coincidir, nem mesmo em 2012.

Se houvesse outro planeta lá fora vindo em nossa direção, todo mundo já teria percebido. Quanto às violentas tempestades solares, o próximo auge do ciclo das manchas solares só ocorrerá em 2013, e será no nível mais suave, afirmam astrônomos.

O apocalipse geológico é uma aposta melhor. Já houve grandes terremotos na Califórnia, e provavelmente haverá outros. Esses tremores poderiam destruir Los Angeles, como mostrou o filme, e Yellowstone poderia entrar em erupção novamente com uma força cataclísmica, mais cedo ou mais tarde.

Nós e nossas obras somos, de fato, apenas passageiros frágeis e temporários na Terra. Porém, neste caso, “mais cedo ou mais tarde” significa centenas de milhões de anos – e haveria bastante aviso quando chegasse a hora.

Os maias, que eram astrônomos e cronometristas bons o suficiente para prever a posição de Vênus 500 anos no futuro, merecem coisa melhor.

O tempo maia era cíclico; especialistas como Krupp e Anthony Aveni, astrônomo e antropólogo da Colgate University, afirmam não haver evidências de que os maias achassem que algo especial ocorreria quando o marcador da Grande Contagem atingisse 2012. Existem referências em inscrições maias a datas antes e depois da atual Grande Contagem, afirmam os especialistas.

Sendo assim, continue pagando suas prestações normalmente. (Fonte: Folha Online)

Fonte: Ambiente Brasil
Já chega!!! Cresci tendo medo de chegar no ano 2000, agora 2012 …pára com isso!!!
ÉRICA SENA

Em busca da infância

Por Renata Spiller*

A percepção da criança em relação ao mundo não se dá da mesma forma que a de um adulto. A sua realidade é seu imaginário. É por meio das ações, do fazer, do pensar e do brincar que vai construindo seu conhecimento e desenvolvendo suas estruturas para se relacionar com o mundo que a cerca. E por que a moda não pode acompanhar este desenvolvimento, com peças que ajudem as crianças em cada fase, que incitem sua criatividade, a experimentação, que as estimulem a criar e transformar, que sejam confortáveis e auxiliem nos seus movimentos?

Brincando e jogando, a criança tem oportunidade de desenvolver capacidades importantes para sua vida, como atenção, afetividade, o hábito de permanecer concentrado, entre outras. Por meio do brinquedo, ela reinventa o mundo e libera suas fantasias ela satisfaz algumas de suas curiosidades e traduz o mundo dos adultos para a dimensão de suas possibilidades e necessidades.

E se nos baseássemos na psicologia genética de Jean Piaget para criar roupas para crianças conforme o estágio de seu desenvolvimento, será que poderíamos ter peças para cada fase específica? A resposta é sim, claro. Veja como:


Até 2 anos: na fase sensório-motora ocorre o desenvolvimento de movimentos, musculatura, sentidos e percepção. É mais apropriado usar peças separadas e não muito amplas, de tecido confortável e com elasticidade. Assim, seus movimentos ficam facilitados, e a criança consegue abrir e fechar os braços, esticar e dobras as pernas ou mexer em objetos.

De 2 a 4 anos: a criança realiza exercícios motores utilizando as mãos, como encaixar objetos, desmontar e montar coisas intencionalmente. Para essa idade, a roupa pode ser como um quebra-cabeça, com estampas removíveis e que podem ser montadas e desmontadas, acessórios que possam se movimentar na peça, porém que não possam ser retirados, usando pequenas ímãs internos, velcro, zíper. A criança nesta fase gosta de brincar de faz-de-conta para expressar o mundo que está percebendo. O jogo simbólico propicia grande desenvolvimento cognitivo e social. Nessa brincadeira de representação, ela cria inúmeras situações ao pretender ser um animal ou objeto, ou ao utilizar um objeto como se fosse outro, adquirindo a liberdade de sugerir temas e assumir papéis. Quando participa de brincadeiras desse tipo, a criança utiliza a linguagem adequada e participa de atividades importantes, adquire experiência, conhecimento e assimila os hábitos ou costumes locais.

De 5 a 6 anos: ela começa a levar a sério o jogo. Passa a gostar de movimentar seu corpo, de pular, nadar, correr. Além disso, gosta de ouvir história e recontá-las, de brincar com as letras do alfabeto, ver e recortar figuras de revistas e jornais, de brinquedos de montar e desmontar, escrever, ler; estes são seus novos interesses, além da imitação, que continua presente. Sendo assim, é necessário que as roupas possibilitem maior agilidade, as peças podem ter partes removíveis como mangas e capuz, calças com bolsos removíveis, casacos compridos que ficam curtos, saias que podem se transformar em bermudas, entre outras.

A crianças se desenvolvem de acordo com os estímulos dados ao seu cérebro e conforme o meio em que vive, sendo assim, os adultos que fazem parte deste meio são responsáveis por grande parte no seu desenvolvimento físico, intelectual e social. Criando produtos adequados ao seu corpo e aos movimentos que realiza, a moda mostra seu papel social e passa de fútil e efêmera para ser vista como coadjuvante na ludicidade do aprender, do desenvolver.

* Renata Spiller é designer da Costume Design e consultora do gênero infantil da UseFashion. Graduada em Moda pela UCS, e especialista em Moda, Consumo e Comunicação pela PUCRS.
Fonte: Use Fashion Journal – Moda Profissional. Ano 6, nº 70, novembro 2009, edição brasileira, página 37

Apresentação (super) atrasada

Velvia CopyDesculpem, desculpem, desculpem! Cheguei atrasada, mas vim me apresentar!

Meu nome é Thais, tenho 3 filhos (Melissa, 6 anos; João, 4 anos; Zé 2 anos) e sou blogueira viciada.

Também sou andarilha. ha ha. Nasci em São Paulo, fui para São Miguel, voltei para Sã Paulo, fui para o Japão, voltei para São Paulo, fui para São Bernardo, de lá, para Guarulhos, depois São Paulo de novo. Daí, Belo Horizonte, Madri e Japão. Resolvemos sossegar a vida agora, que a Mel entrou na escola.

Escrevo no blog Vida Verde de Uma Família Colorida, para a Revista Crescer, no Materna Japão (mas tenho andado ausente) e nos blogs pessoais. Tenho Twitter, mas praticamente só leio.

Para quem quiser conversar, meu e-mail é tha.saito@gmail.com .

Até minha Melissa nascer, eu era completamente anti-ecológica. Só nunca fui de jogar lixo na rua. Tirando isso, só tomava CocaCola, só comia hambúrger, só andava de carro, pegava quantas sacolas eu pudesse, comprava tudo a toda hora……

Só comecei a pensar no futuro do mundo quando aquela coisinha pequena, redonda, linda e cheirosa apareceu no meu colo. Mas continuei igual. ha ha. Sabe, pensava, mas não fazia.

Quando ela começou a comer, só aí mudei a alimentação da família. Comecei a comprar orgânicos (quando encontrava), a fazer mais verduras e legumes, mais suco natural, a ter frutas em casa (e a comê-las). Quando ela teve pneumonia, tratamos por quase 3 meses com alopatia uma possível asma. Até que mudamos para a homeopatia e nossa vida mudou de vez.

Eu demorei esses 6 anos para mudar tudo o que eu mudei na minha vida hoje em nome do planeta que estou deixando para os meus filhos. Foi lento, gradual, mas definitivo. Eu acredito que qualquer um possa mudar. Devagar, aos poucos, com vontade, todo mundo consegue. Ainda tenho muito a fazer, mas aos poucos, chego lá.

Estou aqui para falar um pouco sobre a criação de filhos verdes para o planeta. E sobre o que (e como) nós podemos ajudar o planeta a ser habitável para nossos filhos.

Vou tentar postar uma vez por semana, no mínimo, mas me perdoem quando eu desaparecer. A vida de dona de casa, mãe e curiosa anda corrida demais!

Beijo

Outro vídeo da WWF

WWF

Vídeo da WWF: Money

Money,WWF

Mulheres são mais afetadas pelas mudanças climáticas!

O fundo de Populações relacionou questões demográficas e aquecimento. Crescimento populacional mais lento diminuiria impactos.

O Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009 , publicado nesta quarta-feira (18) pelo Fundo de População das Nações Unidas, revela que as mudanças climáticas devem provocar impactos mais rigorosos nas mulheres.
O relatório, segundo o fundo, procura inovar ao colocar os problemas do aquecimento global em uma perspectiva humana, questionando como as atuações individuais podem influenciar nos impactos.

Trata-se de “mobilizar o poder de homens e de mulheres para reverter o aquecimento da atmosfera da Terra e lançar uma estratégia global de longo prazo genuinamente efetiva para lidar com a mudança do clima”, segundo Thoraya Ahmed Obaid, diretora-executiva do fundo.

O documento conclui que os acordos internacionais e as políticas de cada país para combater os efeitos da mudança do clima terão mais sucesso no longo prazo se levarem em conta as dinâmicas populacionais, as relações entre os gêneros e o bem-estar das mulheres e seu acesso a serviços e oportunidades.

Uma da conclusões é que os impactos seriam minorados por um crescimento populacional mais lento. Mas essa não é a única questão demográfica que influi no aumento de emissões de gases de efeito estufa.

A composição domiciliar é outra variável importante, segundo o relatório. Estudos demonstraram que o consumo de energia per capita de domicílios menores pode ser mais alto do que o de domicílios maiores. A mudança de estrutura etária e a distribuição geográfica entre campo e cidade também têm influência.

As mulheres, principalmente as dos países pobres, devem ser mais afetadas que as dos países ricos, principalmente pelo fato de serem a maior parte da força de trabalho agrícola e por terem acesso a menos oportunidades para gerar renda.

Elas, sempre segundo o relatório, administram suas casas e cuidam das famílias, o que diminui sua mobilidade e aumenta sua vulnerabilidade quando ocorrem desastres climáticos.

Tudo isso, segundo o texto, gera um “ciclo de privação” que compromete o combate aos efeitos da mudança do clima e que deve ser mais bem estudado.

O relatório cita texto da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento, ou CIPD, que comclui que, sendo atendidas as necessidades de planejamento familiar e saúde reprodutiva, bem como outros serviços básicos de saúde e educação, haverá uma estabilização natural da população, “sem necessidade de coerção”. Além disso, o texto propõe melhora no acesso das meninas à educação e medidas para aumentar a igualdade entre os sexos. Isso, a longo prazo, contribuiria para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.(: Portal )

Blog Pensar Eco

Quem foi que disse que as árvores só exercem papel como armazenadoras de Carbono???



Árvores não são só postos de armazenamento de carbono

A geógrafa e historiadora, Bertha Becker, criticou o enfoque dado à redução de emissões de carbono nas discussões sobre o compromisso brasileiro de adotar metas contra o desmatamento. “As árvores não são só postos de armazenamento de carbono. A floresta tem mil outras possibilidades de serviço ambiental”, afirmou.
A pesquisadora falou sobre suas propostas de combate à devastação da floresta amazônica nesta segunda-feira (16/11), durante o primeiro dia do evento “Amazônia: Desafios e Perspectivas de Integração Regional”, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo.
Na ocasião, Bertha disse que, diante do aguçamento das pressões para a tomada de decisões sofre o futuro da Amazônia, é preciso que passemos do uso econômico da estrutura dos recursos naturais ao aproveitamento das funções dos ecossistemas. “Os serviços ambientais são exemplo dessa função diferente dos recursos naturais”, ilustrou.
A estudiosa propôs o aproveitamento sustentável da floresta e disse ser contra o mecanismo de Redução de Emissões de Desmatamento e Degradação (REDD). Para ela, o sistema é falho porque mantém as florestas improdutivas e apenas contém o desmatamento, sem apresentar soluções para suas causas.
Outro questionamento da pesquisadora se refere à indefinição sobre o modo como será feito o pagamento pela conservação de florestas, sugerido pelo REDD. “Quem vai se beneficiar desses recursos? Os governadores da Amazônia, os proprietários de terra? É preciso definir quem vai receber esse dinheiro e como”.
Ela também disse que só é a favor da concessão para manejo florestal em áreas de mata aberta da floresta amazônica- vegetação de transição entre Amazônia e outros biomas. Os locais de mata densa, a pesquisadora defende que sejam mantidos intactos.
Bertha não defende, no entanto, o isolamento produtivo da floresta, mas sim, propõe como atividade econômica o extrativismo não madeireiro, que se utilize de tecnologia avançada para a transformação de matérias-primas florestais por uma cadeia completa. “Para isso, é necessário articulação da floresta com a cidade. As cidades amazônicas devem ser reagrupadas com redes de informação e centros de serviço e processamento da produção feita a partir das matérias-primas que virão da floresta”, sugeriu.
A pesquisadora chamou as cidades de sua proposta de “cidades de bioprodução, pesquisa e serviços ambientais”. E propôs que, nesses locais, a ciência tenha preocupação com o desenvolvimento de métodos para que a indústria madeireira se torne sustentável e a madeira seja, inclusive, usada como fonte de energia produzida a partir de biomassa. Ela também defendeu investimentos em turismo e criticou a dependência da Amazônia ao mercado externo.
“Não adianta construir uma logística ultramoderna na região se não for mudada nossa dependência do exterior. O agronegócio e a produção de minérios, que dominam a Amazônia, têm cadeias produtivas incompletas, que não desenvolvem a região”.
(Amazonia.org.br)
Fonte: Mercado ético,18/11