No blog O Futuro do Presente, tem esse post ótimo falando sobre a responsabilidade socio ambiental na compra de roupas.
Eu estou em uma fase complicada: o início das aulas. Aqui no Japão, as aulas começam em abril e eu tenho uma lista de compras bem grandinha. Claro, são dois filhos entrando na escola.
A Mel, mais velha, vai entrar no primário e precisa de roupas de ginástica, e ainda bem que não tem uniforme. Não precisa ser de uma marca específica nem nada, mas a camiseta precisa ser branca e o short/a calça precisa ser azul escura ou preta. Não pode ter desenhos e precisa ser resistente o suficiente para não rasgar em quedas e ter o material espesso o suficiente para não ficar transparente ao sol.
Olhei, olhei e olhei e TODAS as camisetas que encontrei são de tecido sintético. Todas. Existem as de algodão, mas essas têm desenho ou a malha muito fina, então não pode ser. Ainda estou procurando.
Aí cheguei a uma dúvida: é melhor comprar camiseta sintética que, teoricamente, dura o ano todo ou uma camiseta de malha de algodão orgânico bem fina, que com certeza precisará ser trocada duas vezes durante o mesmo período?
Se eu não encontrar uma malha de algodão melhor, vou precisar ter uma resposta à essa pergunta.
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17/fevereiro/2010 -
Artigo publicado por Thais Saito
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Hoje as crianças sabem de cor o nome de diversas marcas e comprar pode se tornar um ato de primeira necessidade.
Para a psicopedagoga Sonia Beatriz Beroth, na medida em que as crianças têm acesso aos meios de comunicação, especialmente á televisão e à internet, a propaganda é uma fonte propulsora de incentivo ao consumo infantil. “As crianças são influenciadas a acreditar que este ou aquele produto anunciados são necessários e não podem deixar de fazer parte de seu mundo infantil”, explica.
Para Isabella Henriques, coordenadora do Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana (São Paulo / SP), não só a publicidade como todas as formas de comunicação mercadológica influenciam fortemente o consumo infantil. Ela cita os dados divulgados em 2007 pelo Instituto de pesquisa TNS, que chamaram a atenção para alguns fatores relacionados às práticas de consumo de crianças brasileiras: além da publicidade televisiva, elas também se sentem atraídas por produtos e serviços associados a personagens famosos, por brindes e por embalagens chamativas. De acordo com a pesquisa Kids Power (TNS/InterScience), para 83% das mães brasileiras, o que faz com que seus filhos lhes peçam determinada marca é a publicidade. Apesar das oportunidades da mídia se comunicar diretamente com as crianças, não se pode esquecer de que onde tem uma criança tem um adulto “vigiando” as escolhas. Esse segmento infantil, portanto, se configura por um consumidor de quatro olhos e quatro pernas. Uma relação complexa, pois coloca em jogo pelo menos dois desejos distintos. Segundo a pesquisa, enquanto as crianças decidem o consumo em função do gosto, emoção e imagem da marca, os critérios de compra das mães são os valores nutricionais, a saúde, as ofertas, a duração, a utilidade, o preço e a imagem da marca.
Fonte: Exclusivo Kids, suplemento do jornal Exclusivo, nº 07 – setembro / 2009, página 4
10/fevereiro/2010 -
Artigo publicado por Lu Duarte
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O x da questão da publicidade, segundo Isabella, é que ela diz que seremos felizes e completos se formos inseridos no mundo do consumo. A criança absorve essa mensagem literalmente, o que desperta nela o desejo de adquirir aquilo que ela muitas vezes não precisa. “Todos nós consumimos, o consumo é inerente á vida moderna. No entanto, quando ele se torna um ato impensado e exagerado, pode trazer graves conseqüências, sobretudo em crianças. E a comunicação mercadológica, como é feita hoje, contribui para a construção desse hábito nada saudável e extremamente insustentável”, salienta.
Embora não exista uma legislação que regulamente esta questão, algumas leis dão conta dos limites que deveriam ser respeitados. Tanto a Constituição Federal como o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelecem que a criança deve ser prioridade e seus direitos se sobrepõem a qualquer interesse comercial. Já o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 37, estabelece como publicidade abusiva aquela que se aproveita da deficiência de julgamento infantil. Além disso, o Código de Autorregulamentação Publicitária, do Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), alinhado com os códigos inglês e espanhol, é considerado um dos mais atualizados e restritivos do mundo em relação à propaganda para crianças.
O Instituto Alana defende uma lei única que regulamente essa questão no Brasil. Entre muitos projetos de lei que estão em tramitação no Congresso Nacional, apóia o PL n° 5.921/2001, do deputado Luiz Carlos Hauly, que propõe a proibidade de toda e qualquer comunicação mercadológica a crianças. “Isso significa que o mercado publicitário, caso essa lei venha a ser aprovada, deverá anunciar para os pais e responsáveis”, explica.
Fonte: Exclusivo Kids, suplemento do jornal Exclusivo, nº 07 – setembro / 2009, página 4
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Artigo publicado por Lu Duarte
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Um prato cheio para o varejo e para a indústria, as crianças são consideradas hipervulneráveis às mensagens mercadológicas. De acordo com os especialistas, a criança é um ser em formação e, por essa razão, incapaz de compreender inteiramente as relações de consumo. Para Isabella, a criança fica exposta a mensagens que não a beneficiam de nenhuma forma, pelo contrário, despertam nela o hábito de consumismo, que pode levar a uma série de problemas, dentre eles distúrbios alimentares e obesidade infantil, estresse familiar, erotização precoce, consumo precoce de álcool e violência. A diferença entre o consumo da criança e do adulto está no fator critérios, segundo a psicopedagoga Sonia, pois o adulto tem condições de analisar a sua prioridade frente ao que está sendo ofertado. “O consumo infantil, habitualmente, é uma atividade prazerosa. No entanto, na medida em que ele se torna uma obsessão para a criança, que imagina não poder ficar sem o objeto de seu interesse, passa a ser extremamente perigoso”, alerta Sonia.
Há um investimento cada vez maior do mercado publicitário voltado para os pequenos consumidores. Segundo o Ibope, em 2006, os investimentos publicitários destinados ao segmento infantil no Brasil foram de quase R$ 210 milhões. Mas é preciso lembrar que não apenas as publicidades de produtos e serviços infantis que impactam as crianças. Isto porque as crianças são responsáveis, inclusive, pelas decisões de compra dos pais. A pesquisa da InterScience, de 2003, apontou que a criança influencia 80% das decisões de compra de uma família, inclusive de produtos direcionados aos adultos, como carros e telefones celulares. Mas Isabella diz que devemos olhar o que está por trás dessa informação para entendermos porque as crianças tem tanto poder nesse sentido. Segundo o Ibope, a criança brasileira passa quase cinco horas por dia em frente a televisão. Dessa forma, ela é fortemente impactada pelas publicidades, não só de produtos e serviços direcionados a ela, como também aqueles direcionados aos seus pais. “A criança foi transformada pelo mercado em uma pequena promotora de vendas”, critica.
Fonte: Exclusivo Kids, suplemento do jornal Exclusivo, nº 07 – setembro / 2009, página 5
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Artigo publicado por Lu Duarte
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Com vasto acesso aos mais diversos tipos de informações, as crianças estão sujeitas a uma grande carga de propagandas. Porém, o vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Rafael Sampaio, afirma que há uma percepção muito negativa das crianças entrando no mercado de consumo, principalmente porque elas ainda não aprenderam a gerenciar as várias possibilidades de consumo existentes.
Contudo, Sampaio pondera que uma criança que não é educada para consumir pode cometer alguns erros. Uma parte dessa responsabilidade, segundo ele, é dos pais, outra da escola, da sociedade e da mídia. “É fundamental ensinar como as crianças devem aprender a consumir”, assinala. Neste sentido, ele cita o projeto da World Federation of Advertisers, em nível mndial, que busca ensinar as crianças a entenderem as propagandas e ler corretamente os anúncios publicitários. “A ABA pretende trazer este projeto para o Brasil, para ensinar as crianças a consumirem melhor”, adianta. Ele diz que a tese da ABA é preservar a luta pelo consumo, mas fazê-lo com responsabilidade, com crianças capacitadas a entender a dialética do consumo.
Sampaio garante que a propaganda influi muito menos do que todos acreditam. O grande poder da propaganda, diz ele, é despertar o que já está na cabeça do consumidor. “A maioria das pessoas superestima o impacto da propaganda”, sentencia. Ele salienta que muitas instituições querem proibir a propaganda dirigida às crianças, mas isso não resolve o problema do consumo exagerado. “Defendemos que não seja tirada a possibilidade de luta entre as marcas, mas que se reoriente a propaganda”, finaliza.
Fonte: Exclusivo Kids, suplemento do jornal Exclusivo, nº 07 – setembro / 2009, página 5
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Artigo publicado por Lu Duarte
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Abaixo, resumo de artigo de um cara tri inteligente, um amigo de longe.
O homem e o paradigma ambiental
Fábio Valenti Possamai
Resumo: O presente trabalho discute a posição do ser humano em relação à natureza, seu poder e conseqüente responsabilidade que tem sobre ela. Ademais, o trabalho objetiva questionar o atual paradigma ambiental, baseado em um antropocentrismo exagerado e responsável pelo estado de coisas que vivemos atualmente. Esse antropocentrismo acabou fomentando a crença de que o homem, através da ciência e do progresso, pode descobrir a “verdade absoluta” e atingir, afinal, seu objetivo último. Passou-se a pensar que, com o progresso da razão iluminista, o homem tornar-se-ia cada vez melhor. O problema reside no fato de como o ser humano encara o mundo e seu lugar nele – quais ações são por nós executadas em nome de uma religião, de uma ciência ou de uma Razão. Devemos levar em conta que o ser humano é a única espécie capaz de promover sensíveis alterações no ambiente – se nossa dita “razão” servir para alguma coisa, deveríamos usá-la para agir com mais responsabilidade. Em nossa defesa, contudo, podemos mencionar que houve, em tempos recentes, a aquisição de uma consciência por parte do ser humano, no que tange seu papel e seu poder em relação à natureza. Parece que finalmente chegamos ao consenso de que nossas ações causam sim grandes interferências no equilíbrio ecológico de nosso planeta. Graças à atuação humana, a homeostase (a condição estável na qual um ecossistema encontra seu equilíbrio) da biosfera está seriamente ameaçada. A partir dos séculos XVI e XVII, com o pensamento de Bacon e Descartes, passamos a enxergar as coisas de modo diferente – inclusive a nós mesmos. O mundo, com tudo que há nele, começou a ser visto como uma grande máquina; o mecanicismo passou a imperar – formando um grande reducionismo. Percebemos que, a tão alardeada Razão, degenerou em uma razão instrumental – mudança essa percebida com muita argúcia pela Escola de Frankfurt. Adorno e Horkheimer traduziram essa alteração em seu livro “A Dialética do Esclarecimento”, onde afirmam que a racionalidade vigente se torna calculista, algo que desumaniza o humano e se volta para o técnico – só o que importa é o procedimento. Bacon havia elaborado um plano para conquistar a natureza, domá-la e fazer dela uma serviçal para nós humanos. Talvez estejamos presos a nós mesmos, e jamais conseguiremos enxergar nada além do ser humano. A Ética Ambiental surgiu como uma resposta do homem ao próprio homem – é a afirmação que aspectos éticos podem ser aplicados ao outro, e não somente ao ser humano. O que precisaríamos hoje seria uma grande mudança nesse paradigma, cuja origem está justamente nas Revoluções Científica e Industrial – reforçado pelo aporte do Iluminismo – que nos fez acreditar na idéia fantasiosa de um progresso infinito, além de colocar o método científico como única ferramenta válida na busca do conhecimento.
Mestrando em Filosofia pela PUCRS e bolsista do CNPq. E-mail: fabio.possamai@acad.pucrs.br
Para ler mais, baixe o arquivo em PDF, infelizmente sem o desenvolvimento, consta apenas introdução e conclusão.
28/janeiro/2010 -
Artigo publicado por Lu Duarte
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Nesse post, do blog Mamãe Passou Açúcar em Mim, a Sandra fala lindamente sobre moda sustentável. Todo mundo que tem o mínimo de interesse no assunto deve ler!
Fala de maneira completa tudo o que eu exijo de uma roupa para poder chamar de sustentável.
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Artigo publicado por Thais Saito
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Essas enchentes, desmoronamentos no Brasil todo, só me leva a uma constatação:
- falta de planejamento urbano,
- obras construídas clandestinamentes,
- poucas áreas verdes para infiltração da água,
- muito lixo nas ruas…
- descaso das autoridades
- e descaso dos moradores.
Agora, todos sentem as consequências: crianças, idosos, adultos, animais de estimação.
Até quando!!! Quantas pessoas morreram SÓ neste janeiro de 2010 por causa desse descaso???
O pior é que além de todos os danos, tem o aparecimento de doenças, como: hepatite, leptospirose, e outras mais.
Recado ao Sr Lula,
Eu sei que o Sr se preocupa mais em pousar de bom moço para o mundo ( doando uma quantia enorme para outros paises *), ao invés de tomar atitudes coerentes com a população que vive em condições sub-humanas neste país.
* Não sou contra a ajuda humanitária, mas vejo a quantia doada pelo Brasil ao Haiti como demonstração de poder.
ÉRICA SENA
26/janeiro/2010 -
Artigo publicado por Érica
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