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Estilinhos: mercado de moda infantil

A matéria abaixo foi tirada do caderno Vitrine da Folha de São Paulo, sábado, 10/10/2009. É uma das matérias sobre mercado de moda infantil que eu vinha guardando enquanto esperava ser lançado o blog da Pistache & Banana… Bem, que tal aproveitar as férias da faculdade digitando um bocado? ehehehe Vamos lá! ;)

Roupa infantil é negócio de gente grande. No Brasil, essa indústria produz um bilhão de peças por ano e cresce 6%, contra os 5% do mercado adulto. Em 2008, o segmento faturou US$ 4,5 bilhões, ou 15% do mercado total de roupas.

Num momento em que se estudam restrições na publicidade dirigida às crianças, grifes concentram suas estratégias exatamente nesse público. “Há dez anos não valorizávamos a criança como consumidora”, diz Dieter Wolsgang Brockhausen, diretor da FIT (Feira Internacional do Setor Infanto Juvenil e Bebê). “Hoje ela é mais autônoma, tem contato social intenso e visualiza as informações mais rápido.”

As marcas infantis têm estilos variados. “O que não significa que uma criança já tenha um estilo definido. Suas vontades são resultado de sua interação com o mundo e com o outro. É por esse processo que ela vai, ao longo da vida, optar por uma estética”, afirma Marcos Cezar de Freitas, coordenador do programa de pós-graduação em Educação e Saúde na Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“A criança está sendo assediada a comprar mais e mais, criando um hábito que nem sempre é sadio”, diz Maria Ângela Barbato carneiro, coordenadora do núcleo de cultura e pesquisas do brincar da PUC-SP. “Mesmo que as roupas se enquadrem no mundo de fantasia, a criança não precisa de nada específico para desenvolver sua criatividade: ela pode transformar qualquer pedaço de tecido em uma boa brincadeira”, diz Maria Ângela.

Tipo gente grande

Criança adora imitar papai e mamãe. “É uma forma de se organizar afetivamente”, diz Marcos Cezar de Freitas, historiador especializado em educação. Grifes voltadas para os adultos já descobriram isso, e lançam linhas infantis inspiradas em looks de gente grande. Mas não vale fantasiar totalmente o pequeno de adulto. “Ao se vestir como os pais, a criança passa a adotar comportamentos dos adultos, o que pode levar a um amadurecimento precoce”, diz a pedagoga Maria Ângela Barbato carneiro, da PUC.

Tipo princesa

Brincar de faz de conta ajuda as crianças a desenvolver o pensamento simbólico e a criatividade, além de preservar a curiosidade, natural nessa fase. E ser princesa é uma das fantasias preferidas das meninas. Um vestidão digno de cinderela ajuda a compor o personagem – mas não é obrigatório para entrar na brincadeira.

Tipo fashion

Nem eles escapam da “ditacracia” da moda. As coleções dedicadas aos pequenos também seguem tendências. As meninas saem ganhando em quantidade de modelos, mas os estilistas vem se empenhando em criar opções descoladas também para eles. O importante é priorizar o conforto, por isso, os modelos são mais larguinhos, às vezes mais compridos, para dar liberdade total de movimento.

Tipo divertido

Não precisa ser uma fantasia de super-herói para que a roupa seja lúdica. A criança é capaz de transformar tudo em brinquedo, e a sociedade é capaz de transformar tudo em produto. Às vezes, esses dois movimentos se encontram”, diz o historiador Marcos Cezar de Freitas. É o caso das peças que imitam bichos ou trazem estampas de personagens do universo infantil: as crianças adoram.

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