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Crianças + propagandas = educação para consumir

Com vasto acesso aos mais diversos tipos de informações, as crianças estão sujeitas a uma grande carga de propagandas. Porém, o vice-presidente executivo da Associação Brasileira de Anunciantes (ABA), Rafael Sampaio, afirma que há uma percepção muito negativa das crianças entrando no mercado de consumo, principalmente porque elas ainda não aprenderam a gerenciar as várias possibilidades de consumo existentes.

Contudo, Sampaio pondera que uma criança que não é educada para consumir pode cometer alguns erros. Uma parte dessa responsabilidade, segundo ele, é dos pais, outra da escola, da sociedade e da mídia. É fundamental ensinar como as crianças devem aprender a consumir”, assinala. Neste sentido, ele cita o projeto da World Federation of Advertisers, em nível mndial, que busca ensinar as crianças a entenderem as propagandas e ler corretamente os anúncios publicitários. “A ABA pretende trazer este projeto para o Brasil, para ensinar as crianças a consumirem melhor”, adianta. Ele diz que a tese da ABA é preservar a luta pelo consumo, mas fazê-lo com responsabilidade, com crianças capacitadas a entender a dialética do consumo.

Sampaio garante que a propaganda influi muito menos do que todos acreditam. O grande poder da propaganda, diz ele, é despertar o que já está na cabeça do consumidor. “A maioria das pessoas superestima o impacto da propaganda”, sentencia. Ele salienta que muitas instituições querem proibir a propaganda dirigida às crianças, mas isso não resolve o problema do consumo exagerado. “Defendemos que não seja tirada a possibilidade de luta entre as marcas, mas que se reoriente a propaganda”, finaliza.

Fonte: Exclusivo Kids, suplemento do jornal Exclusivo, nº 07 – setembro / 2009, página 5

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